Como o ato da adoção se revela na existência daqueles que adotam e daqueles que são adotados.

Para compreensão utilizou-se pressupostos teóricos da Psicologia Existencialista de Jean Paul Sartre, que compreende os infinitos modos e manifestações da existência do homem e como ele se apropria das experiências que vivencia.

Para Sartre (1997), cada pessoa é única, deste modo apropria-se de questões objetivas de maneira particular. Uma vez que a pessoa está inserida em um determinado contexto, o processo de apropriação dessa condição contribui para construir sua subjetividade, que é objetivada através de seus atos, pensamentos e emoções.

Deste modo, é imprescindível considerar o contexto material e antropológico em que as pessoas se encontram, para compreender o significado que atribuem ao objeto, pois as expectativas que são mediadas pelos objetos influenciarão diretamente no ser da pessoa e em sua relação com o mundo.

Segundo Schneider (2011) a imaginação e a consciência estão mergulhadas no objeto irreal, (exemplificando, com a adoção, vou ser feliz, pois terei uma família), ela será apenas uma consciência irreflexiva, não posicional de si, impessoal.

Podemos dizer com isso, que as expectativas de quem adota, e de quem é adotado influenciarão inteiramente no modo como vivenciarão o processo. Assim, quanto mais expectativas diante da adoção, mais fechados estarão, adotados e adotantes para vivenciar o desvelar do fenômeno, acabando por inserir nele, o que lá não existe de fato.

Entretanto, à medida que os envolvidos tomarem consciência de suas expectativas, posicionando no mundo, o “eu” que pesa, poderão agir sobre elas, permitindo com isso, a experiência do processo de adoção, de forma real e não ideal.

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